Quanto mais eu viajo, mais eu tenho certeza do que me preenche: conhecer novos lugares. Explorar cada vez mais o Brasil se tornou um dos meus objetivos, isso porque não adianta conhecer o mundo todo se mal conhecemos o nosso próprio país. O fato do dólar está nas alturas fortalece ainda mais esse momento. Urubici não estava na minha lista de desejos, e sinceramente pouco sabia sobre a Serra Catarinense, até o dia em que o meu primo, carioca, se mudou para Florianópolis, e ele, inquieto como eu, arranjou um motivo para ir visita-lo.
Saí do Rio de Janeiro com destino a Florianópolis, de lá, eu, meu primo e mais um amigo, que também chegava na cidade, fomos de carro para a serra. A estrada não é perigosa, muito pelo contrário, bem tranquila, mas como não conhecíamos nada do local, optamos por sair de Florianópolis no início da manhã de sábado, por volta das 5h, ao invés de encarar a estrada pela noite. Chegamos em Urubici após 2h30min de viagem, sem trânsito


O que fazer em Urubici?
Há muito o que fazer em Urubici, então só para essa cidade, recomendo de 3 a 4 dias, e aí vai depender do ritmo da viagem de cada um. Como só tínhamos 2 dias, tentamos aproveitar o máximo possível em um ritmo acelerado. O que no final foi bem exaustivo.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Não perdi muito tempo nesse lugar, embora seja muito bonito, um jardim bem cuidado e uma paredão de pedra ao final. É um paredão de pedra e não uma gruta. Nessa parede ao fundo há várias imagens de santos, jogados, alguns muitos quebrados e sem cabeça… o que para mim deu uma impressão horrível.

Serra do Corvo Branco
Esse lugar merece o título de Must Go! Dá para curtir os dois pontos da Serra, a parte de baixo, onde há acesso ao trecho da rocha cortada e onde é possível tirar aquela foto linda da paisagem e da estrada, que parece estar fechada somente para você.



A movimentação dos carros é pequena, melhor ficar mais atento ao pessoal do pedal, que chega em bando! Hahaha
No estacionamento da parte baixa, há um funcionário da região oferecendo a opção aos turistas de visitar a parte alta. O custo é de R$20 por pessoa. Essa parte inclusive foi recentemente pavimentada e é possível subir com qualquer carro. Há um êxtase na cidade devido a essa pavimentação e o motivo é a construção da ponte de vidro ligando dois penhascos.
A subida é bem íngreme e carros com motor 1.0 vão sofrer um pouco para chegar no alto. Ao chegarmos lá em cima, caminhamos pelas trilhas, que são de fácil acesso, e nos oferecem a possibilidade de ver distintos pontos da paisagem. Foi uma linda manhã de sol que deu para tirar muitas fotos e agradecer à mãe natureza por essa beleza.
Nível de dificuldade: baixo





Morro da Igreja
Deixamos para ir ao Morro da Igreja após o almoço. Fizemos a nossa parada no restaurante Morro da Igreja, já na estrada que dá acesso à entrada do Parque. Comida simples, mas saborosa. A dona do restaurante, que não me recordo o nome, muito simpática e atenciosa, nos contou sobre a frequente chegada da cerração durante o período da tarde e que sempre é melhor visitar o Morro da Igreja pela manhã.
Fiquei um pouco preocupada com isso, eram umas 14h e realmente víamos a mudança do tempo acontecer enquanto almoçávamos. Mas, chegando lá, mais uma vez tivemos a sorte do tempo não atrapalhar a paisagem. A estrada até a entrada do Parque está em obras, e alguns trechos estão bem ruins para passar de carro.
O lugar é lindo e a vista é incrível para a Pedra Furada (para chegar nela, somente por trilha e com guia, um outro tipo de autorização e umas 3h de caminhada). Para quem gosta de aventuras e trilhas como eu, fica a dica. Entrou na minha lista de desejos fazê-la.



Atenção: o Morro da igreja faz parte do Parque Nacional de São Joaquim e é necessário fazer o agendamento prévio pelo site da ICMBio. Após o preenchimento do formulário, a autorização deve ser retirada na sede da ICMBio, em Urubici.
Enquanto estava na sede retirando a minha autorização, vi turistas que não haviam feito o agendamento tentando na hora. Eles não aceitam. Façam com antecedência (eu me inscrevi 4 dias antes) para que não tenham uma surpresa infeliz.
Nível de dificuldade: baixo
Cascata Véu da Noiva
No retorno do Morro da Igreja, paramos para visitar a Cascata Véu da Noiva, que fica logo ao lado da entrada do Parque. Ao custo de R$ 5 por pessoa, se tem acesso à propriedade privada, dentro da Pousada Cascata Véu da Noiva. Fomos no período de seca e não havia exuberância na queda d’água. Achei que fosse ser somente isso e já estava chateada em ter pago para ver uma cascata seca a 100 metros de distância do estacionamento. Mas, continuamos a caminhada por dentro da propriedade e os funcionários nos indicaram fazer a trilha para o Cânion do Xaxim Gigante.

Diante do nível de dificuldade dos outros pontos turísticos, esse exige um pouco. Mas, é uma caminhada linda, e mesmo no meu caso, em recuperação de um problema na cervical, consegui fazer sem causar nenhuma dor. Os xaxins são realmente gigantes e a flora é incrivelmente rica. Vale muito fazer essa caminhada! Necessário estar de tênis devido aos trechos com pedras molhadas e a terra bastante úmida.




Nível de dificuldade Cascata Véu da Noiva: baixo
Nível de dificuldade Trilha do Cânion do Xaxim Gigante: médio
Morro do Campestre
Para fechar o dia, seguimos a dica do Fred, dono da Pousada Café Mel, e fomos curtir o pôr do sol no Morro do Campestre. A acesso é de carro até o estacionamento e depois a subida até o topo é por uma escadaria pavimentada. O visual é lindo! Era hora de pausar após um longo dia visitando tantos pontos turísticos e curtir essa última hora antes de anoitecer, com aquele sol fraco, vento gelado e o barulho do nada. Me surpreendi com o local. O custo da entrada é de R$ 10 por pessoa.




Nível de dificuldade: baixo
Serra do Rio do Rastro
Tínhamos a pretensão de descer a Serra do Rio do Rastro no domingo e assim voltar para Florianópolis pelo caminho mais longo. Seguimos a orientação do Fred de ir pela manhã e evitar a cerração que costuma aparecer no início da tarde. E assim fizemos. No caminho paramos na Cascata do Avencal (parte alta). Pagamos R$ 10 por pessoa na entrada. Quem quiser o acesso ao mirante de vidro (um pequeno acesso para a cascata com piso de vidro) ou ir na tirolesa, é necessário pagar valores adicionais. Nós fomos ao mirante 1 e 2, acesso tradicional, que é bonito, mas, sinceramente não achei nada demais na parte alta da Cascata. Talvez a parte baixa seja mais interessante.

Saímos dali e seguimos em direção a Bom Jardim da Serra, paramos no estacionamento da churrascaria Cascata da Serra e descemos um pequeno trecho de pedras a pé para curtir a Cascata da Barrinha. É linda!

Da Cascata da Barrinha para a Serra do Rio do Rastro. Que visual! O mirante é incrível, estrutura maravilhosa e o encontro de todos que passam por ali. Seja por ônibus, carro, moto ou bicicleta. A pausa para muitas fotos e, claro, aquele momento em que começamos a descer a estrada sinuosa, ouvindo uma boa música e só curtindo o caminho.



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