Filmes que inspiram

Não sou crítica de cinema e longe de mim fazer esse tipo de ousadia aqui. Indico filmes e documentários que me servem de inspiração. Como me sinto quando os vejo e que tem tudo a ver com esse blog sobre viagens e momentos.

Obs. última atualização dessa página em 02/11/23. Aos leitores que quiserem dar sugestões de filmes, por favor, façam! Isso aqui é um troca de conhecimento!

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*Na Natureza Selvagem (Into the wild) – Esse filme está na lista dos imperdíveis de todos os mochileiros e não tem como não está! A emocionante biografia do americano Christopher McCandless ao deixar para trás a família, amigos, diploma e se aventurar em uma vida isolada no Alaska, no início do anos 90.

No fundo, todos nós temos esses momentos, de querer largar tudo e partir para o desconhecido. Embora não seja tão simples assim abdicar. Vale o filme, vale a reflexão e vale a trilha sonora desse filme que é toda do Eddie Vedder!

*Livre (Wild) – A história, também biográfica, da americana Cheryl Strayed (interpretada por Reese Whiterspoon) é surpreendente. Após o falecimento da sua mãe, iniciou-se uma vida de autodestruição com drogas, traição e consequentemente o divórcio.livre_cartaz

Cheryl decide mudar a sua história e fazer sozinha a famosa PCT (Pacific Crest Trail), saindo da fronteira dos Estados Unidos com o México até a fronteira com o Canadá. Autoconhecimento e redenção ao longo dos mais de 4000KM. Embora sozinha, Cheryl conta a história de pessoas que conheceu ao longo da caminhada; além de revelar de que forma os seus “demônios” apareciam. Emocionante e valeu algumas lágrimas!

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*Sete anos no Tibet (Seven Years in Tibet) – Sempre na minha lista dos filmes a serem revistos. A história real do famoso alpinista austríaco Heinrich Harrer (interpretado por nada mais nada menos que Brad Pitt) em busca de um dos picos mais altos do Himalaia, o Nanga Parbat.

As reviravoltas dessa expedição veio de encontro com o jovem Dalai Lama. Durante os sete anos no Tibet, Heinrich viveu a profunda transformação do si. História digna de um filme de hollywood. Esse filme permanece no topo dos melhores filmes em que assisti.

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*Evereste (Everest) – O filme conta a história real do desastre que aconteceu em 1996 no Monte Evereste, quando 9 alpinistas morreram após uma tempestade. Considerado um dos desafios mais perigosos do mundo, a escalada ao topo do Monte é realizada em apenas algumas semanas durante o ano.

Vale a reflexão sobre o turismo de aventura, que é caro, e onde muitos pensam que, se está pagando tem que chegar ao objetivo final a todo custo.

Está longe de ser um excelente filme. Indico ver pela história em si. A tragédia que acontece quando nós, em busca da conquista pessoal, e talvez muito mais em prol do ego, não respeitamos o limite e a mãe natureza.

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*Comer, rezar e Amar (Eat, Pray, Love) – A história real de Liz Gilbert (interpretada por Julia Roberts) encaixa perfeitamente na vida de muitas pessoas contemporâneas: uma carreira bem sucedida, uma casa dos sonhos e um casamento aparentemente perfeito. Apesar de preencher todos os requisitos, as angústias e inquietações batem à porta. Saindo da zona de conforto, Liz deixa tudo para trás e parte para o seu ano sabático em três lugares distintos – Itália, Índia e Indonésia.

O livro é mais enriquecedor; a forma como é escrito nos faz, leitor, sentir mais próximo da autora, quando a mesma expõe os seus questionamentos e angústias. O filme é razoável. Vale o dia onde aquela pipoca e uma história amena preenchem a nossa vontade.

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*Sideways – Entre umas e outras – Estava saindo do mundo dos filmes biográficos e quando fui pesquisar um pouco mais sobre esse filme para escrever aqui descubro que é baseado num livro semi auto-biográfico. O filme difere dos primeiros citados por não ser uma história de aventura e mochilão, mas por outro continua nessa pegada de auto-reflexão e viagem.

Dois amigos, financeiramente fracassados, vivendo estágios diferentes da vida, um está se divorciando e não aceita bem isso, o outro está às vésperas do casamento. Juntos, eles partem para uma viagem em uma região da Califórnia a explorar e degustar vinhos.

O filme é suave, tira boas risadas em alguns momentos, como também nos emociona, pelas lutas e fracassos pessoais e profissionais. Visitar as vinícolas da Califórnia… eu também quero fazer isso!

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*O caminho (The way) – O filme é de ficção, mas poderia ser uma história real. Após receber a notícia que o filho morreu durante o caminho de Santiago de Compostela, o pai (interpretado por Martin Sheen), resolve realizar o sonho do filho e fazer o caminho levando consigo as cinzas.

O Caminho de Santiago de Compostela está na minha lista de desejos. Há inúmeros relatos em livros e na internet sobre essa jornada. A mais famosa é a contada pela escritor Paulo Coelho, em o Diário de um Mago. O filme tem uma boa narrativa. As histórias, as pessoas que se conhecem durante a jornada são únicas. Prepare o lenço de papel!

Documentários

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*Valley Uprising – O documentário conta a história da escalada no Parque Yosemite, nos EUA. É uma junção do nascimento da escalada com um pouco de contracultura no decorrer da década de 60 até os dias atuais. Não sou escaladora e com toda certeza não me ouso a entrar nesse esporte, simplesmente pelo muito medo de altura.

Achei o documentário bem produzido sobre a história de grandes nomes da escalada e que até antes de assistir eu não tinha ideia de quem eram, sobre o esporte em si, e em total contexto com o momento político e cultural nos EUA. É sempre bom sair um pouco do nosso mundo e com uma produção longe de ser comercial.

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*Under an artic Sky – O documentário é curto e uma delícia de assistir. Seis surfistas viajam para o rigoroso inverno da Islândia em busca de ondas perfeitas. Parece uma história romanceada, mas não é.

Sabe aquela pergunta que todo aventureiro faz para si em algum momento: “O que eu estou fazendo aqui”? Pois com eles não foi diferente. Tempestades, frustração na busca de ondas e as tomadas de decisões que precisam ser feitas em conjunto. Para mim, isso é sempre um aprendizado, ainda mais quando falamos de natureza.

As imagens registradas pelo documentário são de tirar o fôlego! Para quem sonha um dia ver a aurora boreal, é uma tremenda inspiração!

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*Meru – O centro do universo – Nunca tinha ouvido falar nessa montanha até o momento em que assisti a esse documentário. Detalhe: o Everest já ficou “batido” para esses três alpinistas e o objetivo é chegar ao topo do até então inatingível Monte Meru.

É simplesmente sensacional aprender um pouco sobre a preparação e a técnica. No fundo a gente quer entender o porquê de fazer uma loucura dessas e o quê os motiva. Eles até tentam explicar o que é inexplicável.

Persistência e foco é o que posso dizer sobre essa história. Trazendo para a vida real, o esporte tem tanto a nos ensinar! Virei fã desses caras!

expeditionhapiness_cartaz*Expedition Hapiness – O que eu mais aprendi nesse documentário foi sobre planejamento. Ou o que a falta dele nos faz. A ideia do casal alemão Felix e Selima de sair do Canadá até a América do Sul sem um real planejamento torna a viagem bem amadora e até mesmo frustrante. De fato viajar também exige uma organização e rotina. Do contrário, perde-se tempo e dinheiro.

As imagens são lindas, o casal transmite empatia e o cachorro deles é um máximo. Aprende-se um pouco dos lugares que eles passam, mas acho que a lição maior está na falta de flexibilidade às adversidades. O psicológico deles não estava tão preparado e ao embarcarem nessa ideia, pensaram somente o lado romântico da viagem. Contudo, se está na minha lista de filmes que inspiram, é porque vale a pena assistir, refletir e aprender com eles!

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*Uma aventura como ela é – Tenho o privilégio de conhecer a Bia e o Edinho. O casal esbanja energia e o documentário transmite justamente isso: energia e… até mesmo aquele questionamento: Vocês não cansam?

A história de aventura deles em sua lua de mel, passando pelo Ironman 70.3 de Vichy, feita pela Bia, e a Ultra-trail de Montblanc, feita pelo Edinho, nos faz justamente pensar… e porquê não? Porque não comemorar uma união fazendo o que mais se gosta, que é estar em conexão com o esporte e com a natureza?

O curto documentário tem lindas paisagens e ensinamentos: esportes de alto rendimento exigem não somente o físico, mas também a preparação mental. A natureza é quem manda e você tem que estar preparado para o plano A, B ou C.

Bia e Edinho tiveram contratempos, como todos nós temos em desafios e até mesmo em simples viagens. Mas, percebo que assim como eles, nós temos que sempre ver o lado positivo da história. Faz todo sentido logo ali na frente!

*Corrida para o topo (Duell am Abgrund) – O filme retrata a vida de dois alpinistas suíços que ficaram conhecidos por suas façanhas em escalar montanhas no Alpes suíços consideradas dificílimas, com o mínimo de equipamentos possível e no menor tempo.corridaparaotopo_cartaz

Vale muito a pena assistir esse documentário, pois além de mostrar vida de Ueli Steck e Dani Arnold, esportistas com trajetórias distintas, no faz refletir sobre até que ponto essas conquistas eram por realização própria (como os mesmos alegaram) e, se sim, quando deixaram de ser devido à busca pela fama.

A partir do momento em que alcançaram grandes feitos e passaram a viver disso, as cobranças de patrocinadores, mídias tradicionais e as redes sociais, impulsionaram ainda mais essa loucura ao alpinismo extremo.

Tive momentos de nervoso ao ver imagens dos mesmos escalando sem nenhuma corda paredes / trechos de montanhas que ao meu ver são surreais.

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