Milão

Aquele momento em que seus amigos te perguntam… Milão? Você toda mochileira vai para Milão? Pois é, um misto de trabalho com lazer. Ao todo, foram 6 dias na cidade. Seriam 3 a passeio e 3 para trabalho. Mais que suficiente a meu ver.

Para quem estiver de passagem por Milão, não precisa reservar mais de 3 dias. Menos disso também acho corrido e pouco funcional. A cidade é grande e tem os seus encantos como o Quadrilátero da Moda, o Duomo e o Navigli.

Sobre a acomodação, eu me hospedei no Hostel Ostello Bello Grande. Quando pesquisei acomodações em Milão fiquei assustada com os preços. No airbnb não via que valia a pena. Como fiz com antecedência e sem direito à reembolso na reserva, paguei um preço maravilhoso no Booking.com. Para quem tem uma viagem já confirmada, com o vôos e tudo o mais, fazer esse tipo de reserva sem reembolso vale muito a pena.

Embora o Hostel seja um pouco distante do centro histórico, ele está ao lado da Estação Central, o que para mim foi muito melhor. Me deu possibilidade para fazer tudo. Inclusive o transfer do aeroporto para a Estação ao custo de 5 euros, em um excelente ônibus. Somados a isso os 5 minutos de caminhada até o hostel. Esse hostel tem uma pontuação altíssima e não tem como ser diferente. Hospitalidade, a atmosfera e a localização próxima ao metrô.

Sobre o Metrô, vale muito a pena utiliza-lo em Milão. O valor é de 1,50 euros a viagem. Ao valor de 4,50 euros é possível circular por 24h, sem limite de viagem.

Detalhe interessante para quem está turistando e não é da europa. No hostel, você pode deixar um documento e alugar o wi-fi portátil para se deslocar pela cidade. Amei isso! Quando voltava para o hostel, era só devolver o aparelho para carregar. E foi assim todos os dias. Achar uma rua, saber onde comer, tem horas que é essencial.

O primeiro dia em que cheguei estava um céu lindo, porém aquele frio de rasgar a alma. A ideia era caminhar até o Duomo e ir até o Navigli assistir ao Pôr do sol. Não foi tão simples a caminhada. As ruas em Milão são levemente confusas de se encontrar. Eu parecia uma louca com o GPS na mão. Mas, enfim, cheguei ao Duomo, lugar central e que acabou sendo a minha referência para tudo, e fui em direção ao Navigli – o bairro dos canais de Milão.

Não tem como não amar! Assisti um pôr do sol indescritível e a beleza da fotografia não retrata exatamente o que eu vi aos olhos nu. Se no inverno estava cheio de gente, fotografando e curtindo aquele momento, o que se espera em outras épocas do ano? Imperdível!

A região é cercada de lojas e bares. Bares esses que cobram pela bebida e o aperitivo é por conta da casa. Experiência altamente interessante. Deu para abusar da bebida, mesmo sendo em euro. Os bares possuem aquecimento, então dá para curtir mesmo do lado de fora. Eu fui no Mag Cafè. O lugar é super badalado e pontuado no tripadvisor. Vale curtir um fim de tarde ali. O atendimento é ótimo também.

No segundo dia, nevou, o que acabou um pouco com os meus planos de caminhada longa. O frio começou a incomodar e eu fazia o esquema entra e sai das cafeterias. Caminhei novamente até o Duomo, dessa vez foi para entrar na catedral. Linda demais. Há opção de visitar o terraço como o subsolo. Isso agrega, é claro, valor ao custo da entrada. Mas, nada caríssimo.

Optei somente ficar na parte interna. O frio, a neve, a chuva depois… ia ser altamente desconfortável ficar no terraço. Não me arrependi da decisão. Li e muito sobre as filas. Não sei se foi o frio ou se foi simplesmente sorte. Estava tudo vazio nesse dia. Achei a catedral belíssima. Aluguei o áudio guide e acho que sem isso perde um pouco de sentido ali dentro. Os detalhes passam despercebidos. E estar em lugares assim, o que se busca é justamente história, não é mesmo?

O Quadrilátero da Moda – Há pessoas que irão amar. Não é muito o meu caso, começo a ver uma loja e outra e já vou perdendo a paciência. Mas, está ali tudo próximo do Duomo, da Galeria Vittorio Emanuelle II, e faz parte do turismo em Milão. As lojas são lindas, a arquitetura não precisa nem falar. O que não falta são cafeterias e restaurantes bem próximos. Claro que os preços são mais altos também. Mas, faz parte e envolve todo o glamour do lugar.

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Galleria Vittorio Emanuele II

Estadio Sansiro

Ir à Itália e não assistir ao menos um jogo de futebol, não é ir à Itália, a meu ver. Essa fascinação deles pelo futebol nos faz entender um pouco a nossa. Tive sorte, estaria em Milão justamente no dia em um dia de jogo do Milan pela UEFA LEAGUE: Milan x Ludogorets. Comprei o ingresso com um pouco mais de 1 mês de antecedência pelo site  italiafutebol.com. Paguei 45 euros por um bom assento central e eles entregaram o ingresso na recepção do hostel.

Até mesmo por estar tão paranoica com a violência no Rio, fiquei preocupada em como chegaria ao Sansiro e como seria lá dentro. Pensei em ir de uber, mas o valor era absurdamente alto. O Sansiro fica do lado oposto à Estação Central. A melhor opção, sem dúvidas, é o metrô: seguro, rápido e deixa na porta do estádio. A volta foi também muita tranquila. Valeu muito curtir esse momento!

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Brera

O bairro tem os seus encantos, com muitos restaurantes e bares. Eu fui numa noite de muito frio as ruas estavam vazias. Alguns restaurantes “badalados” não aceitam clientes se não tiver reserva,  mesmo estando vazio, como aconteceu comigo. Acho isso um pouco estranho. Vazio e não te atenderemos. Mas, tudo bem. Fui procurar uma outra opção para comer no bairro e parei num lugar bem bonito e atraente, o Temakinho. Sim, comida japonesa. E porque não? Comer massa e pão todo dia não é pra mim. Adorei o lugar, a comida e o atendimento. Para quem quiser dar uma quebra na dieta das massas, segue a sugestão.

A beleza da arquitetura antiga:

 

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