Québec City

De Montreal a Québec City são em torno de 3h de viagem. Ficamos hospedados em um hostel dentro da cidade antiga, Auberg St. Louis.  O hostel em si não era dos melhores, porém o custo e a localização compensavam. Na mesma rua e a poucos metros do Fairmont Le Château Frontenac, o que nos dava acessibilidade a tudo.

Os dias de verão foram incríveis na cidade mais francesa do Canadá. Quisera eu ficar mais um tempo e aperfeiçoar o meu francês que anda bem adormecido. O primeiro idioma da cidade é o francês, depois vem o inglês. A receptividade é igual nos dois idiomas.

O que se tem a fazer em Québec? Muita coisa! É uma cidade pequena e com muitas opções.

Caminhar pela parte alta e a parte baixa da cidade antiga é uma das primeiras regras. Tantas opções de lojas, restaurantes, cafeterias, e inclua aí aquela aura de cidade antiga que te faz entrar em algum filme e voltar no tempo.

Rue de la Terrasse Dufferin – é o grande calçadão de madeira onde se tem uma visão linda de Lévis e do Château Frontenac. Um ótimo lugar para caminhar, correr ou somente sentar e um dos bancos para curtir a paisagem.

 

 

La Citadelle de Québec – Caminhando pelo Terrasse Dufferin, se chega à Citadelle. Vale a visita ao local que conta a história da construção da muralha e as tentativas de invasão dos EUA ao Canadá. É sempre bom ter uma aula de história a céu aberto. As visitas são obrigatoriamente guiadas por ser uma área militar.

 

 

O imperdível para comer e beber:

Le Projet – Chegamos nesse local por indicação da nossa guia em La Citadelle de Québec. Um pub que produz sua própria cerveja, com uma atmosfera bem acolhedora e frequentada por locais. Recomendo! O pub possui uma variedade impressionante de cervejas. O difícil foi escolher por onde começar! Preço bem justo! Fora das muralhas da cidade antiga e do ambiente bem turístico, tudo fica bem mais barato.

Paillard – Li sobre a padaria no tripadvisor e tinha a seguinte informação: o verdadeiro croissant francês. Ainda não conheço a França, mas posso dizer que é a padaria/confeitaria mais maravilhosa de Québec. Me apaixonei tanto que nos quatro dias eu tomava o café da manhã lá (logo eu que adoro diversificar). Atendentes super gentis e o café da manhã era sempre perfeito.

Le Chocolat Favoris – Fui a Lévis pela indicação do Jean, nosso guia no Algonquin Park. Ele é quebecoise e da cidade de Lévis. “Pegue o barco, vá a Lévis e experimente o melhor sorvete de Québec”. Toda a dica que vem de um local é mais que bem vinda. E fomos nós conhecer um pouco do outro lado.

O passeio de barco é curto e prazeroso, em torno de 10min. Sente na área externa e relaxe. Caminhamos por Lévis, mas é uma cidade bem residencial. Fomos então com sede ao sorvete. Quando chegamos em frente ao casarão antigo entendemos onde as pessoas daquela cidade estavam. O lugar bombando naquela linda tarde de verão. E o sorvete…acho que era sim o melhor sorvete de Québec! Sentamos na varanda do casarão e ficamos ali nos lambuzando.

 

Minha sugestão: peça o sorvete de baunilha com cobertura de chocolate ao leite. Pedi o tamanho médio, que é enorme.

 

Île d’Orléans

A atmosfera fora de Québec é ainda mais sensacional. Indico conhecer a região, que fica cerca de 20 minutos da cidade antiga. Não vi opção de ônibus para lá e o jeito foi alugar um carro na última hora.

Reservei as bicicletas também no dia anterior pela agência Québec Original Tours. O aluguel para o dia todo foi de $35, incluindo capacete e cadeado.  A agência é bem acolhedora e nos entegaram um mapa e explicaram sobre a ilha, os caminhos que podíamos fazer e os lugares com parada obrigatória.

A ilha é uma verdadeira plantação de maçã e, em consequência, muita produção artesanal de geleias e cidras vendidas no próprio local da colheita. Não dá para parar em todos os pontos, há muita oferta. Seguimos as indicações da agência e lá fomos nós!

Ao todo foram 4 paradas:

Cassis Monna & Filles – geleias e mostardas artesanais. Eu, uma apaixonada por mostarda, levei algumas para casa.

Cidrerie Bilodeau – manteiga de maçã foi a minha adoração nesse lugar. As cidras também eram bem gostosas, mas resolvi não levar. Ainda havia uma longa pedalada pela frente e não queria carregar peso.

La boulange – Imperdível! Foi a pizza mais deliciosa que eu comi até hoje. Quando eu falo que pizza necessita de muito queijo e azeite, vão por mim. Pizza boa não precisa de muita coisa. Pedi uma com 4 queijos ao molho pesto. Sentei no jardim da padaria para comer e fiquei apreciando aquele momento. Que dia era aquele! Coisas simples, uma bicicleta e uma boa comida artesanal.

A nossa última parada foi na praia, logo adiante a La Boulange. Sentamos num banquinho e não fizemos nada. Na verdade, eu estava é fazendo a digestão pela quantidade de pizza que tinha comido.

Ao todo pedalamos 40km. Se for pedalar a ilha toda, o percurso possui em torno de 67km. Fiquei com receio de não aguentar. Há muitas subidas e descidas, e fizemos um circuito um pouco menor. Dava para ter ido.

Saí dali realizada com essa viagem. O corpo destruído por tantas atividades, um paladar mais aguçado por tanta variedade experimentada, as amizades feitas, a troca cultural nesse país perfeito e com a sensação do Canadá ter ficado, mais um vez, com um outro pedaço do meu coração.

 

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