Há um tempo pensava na Patagônia como a minha próxima viagem. As ideias surgem em um determinado momento e por alguma razão: filme, música, papo com amigos, lidas na internet. Não me lembro ao certo o que desencadeou ir para lá, mas como já é de costume, não queria fazer a rota tão tradicional.
Mas, como não fazer uma rota tão tradicional se quando já buscamos na internet sobre o lugar, vemos que todo mundo faz a mesma coisa? Pois então, a meu ver planejar uma viagem é uma brincadeira de quebra-cabeça. E eu realmente adoro montar um, e do meu jeito.
Com um tempo limitado, optei pelas seguintes cidades: Ushuaia, El Calafate e El Chaltén, 12 noites no total, distribuídas 4 noites em cada cidade. Ushuaia, o fim do mundo, seria o meu ponto de partida. O motivo: todos os relatos que li de outros mochileiros falavam a mesma coisa, “deixar Ushuaia para o final causa um impacto negativo, principalmente de quem vem de El Calafate”. Não queria descartá-la, afinal estar a 1000km da Antártida não é para qualquer um.
Para chegar à Patagônia, há duas opções de cias aéreas: LATAM e Aerolíneas Argentinas. Já havia viajado pela Aerolíneas e gostei. O preço também foi determinante.
O plano de vôo:
08/12 – Rio – Buenos Aires – Ushuaia.
11/12 – Ushuaia – El Calafate.
19/12 – El Calafate – Buenos aires – Rio.
O plano terrestre:
15/12 – El Calafate – El Chaltén.
Definida a rota, hora de buscar onde ficar. Eu sempre opto pelo Airbnb e o hostel. Adoro estar em contato com outras famílias, poder praticar o idioma e ter trocas culturais. Ushuaia ficou definido como o lugar do Airbnb. Há muitas casas lá hospedando. Comparado com os preços dos hotéis, é uma bela vantagem, e, mais uma vez, posso dizer que a experiência foi incrível.
Eu, mulher e viajando sozinha sempre busco casas de família, digo com filhos, animais de estimação. Minimizando assim a chance de dar problemas. Fiquei na casa do Eduardo e da Nairan. Ele argentino, ela dominicana. Filha de um ano e um gato na casa. Esse fator mais os ótimos relatos de outros hóspedes determinaram a minha hospedagem com eles. El Calafate e El Chaltén não vi opções no Airbnb. Fiquei em hostels.
Sobre o câmbio
Eu planejei toda a troca do meu câmbio em Ushuaia. O Hotel Antártida é onde todo mundo orienta a ir. A melhor taxa de câmbio, sem dúvidas. Como eu já sabia que El Calafate e El Chaltén há sérias dificuldades em fazer o câmbio, não queria arriscar. O cartão de crédito não é aceito em muitos restaurantes e bares. Então também não conte 100% com isso.
Calculei gastar em torno de R$100 a R$150 por dia, o que no câmbio dava em torno de $450 a $675 pesos. A Patagônia é bem cara para comer e eu me reservo certos luxos, como pelo menos uma refeição no dia bem feita. Não considerei nenhum passeio dentro desse valor. As reservas já haviam sido pagas no Brasil.