Quanto mais vezes em Ilha Grande, melhor. Dessa vez optei por Praia de Araçatiba para ser a minha base. Quando fui buscar maiores informações, pouco li a respeito. Comparado com Abraão, não há nada para fazer lá. Digo, nada de opções de restaurantes, lojinhas e tal. Ali está a Praia, algumas poucas pousadas/restaurantes e casas. E é isso.
Entrei em contato com o Tony, da Pousada Tony Montana. Recomendo ligar e falar direto com ele, pois já tinha mandado e-mail, mensagem no facebook e nada dele responder. Disse que tem horas que a internet funciona, outras não. Enfim, o cara é super gente boa e muito solícito com os turistas. O Tony também me orientou com relação ao barco que sairia de Angra para Araçatiba. Não é catamarã, é um barco bem mais simples e os horários são bem reduzidos, por isso é bom combinar antes com o barqueiro e foi o que eu fiz uns 2 dias antes.
Nós chegamos em Praia de Araçatiba na sexta pela manhã. De lá, fomos fazer a trilha para a Lagoa verde. Não é nenhum bicho de sete cabeças, muito pelo contrário, é super simples e de fácil acesso. Em 30 minutos já havíamos chegado lá. A questão é que as pessoas se perdem porque a sinalização está escrita na pedra; se for adiante ao invés de entrar à esquerda, chega na Praia Longa (essa praia eu falo adiante).
A Lagoa verde é uma gracinha, porém quem chega pela trilha tem que deixar a mochila pelas pedras. Não há muito espaço e acredito que não deva ser muito agradável no fim de semana com muitos turistas. Ou fica na água ou fica na água. Há muitos peixes e de diferentes cores, já acostumados a receber comida do turista.
De volta à Praia de Araçatiba, ficamos ali curtindo o mar e batendo papo. À noite, algumas conversas com os locais e o lanche na própria pousada. Não há muito para onde ir. Fomos dormir cedo porque sabíamos da trilha mais cansativa do dia seguinte.
T7 – Gruta do Acaiá
De Araçatiba à Gruta do Acaiá nós fizemos num tempo de 2h30. Fomos parando, curtindo as praias do caminho: Araçatibinha, Itaguaçu e Praia Vermelha. O banho de mar foi em Itaguaçu, e vale a pena, praia pequena, com muitas pedras e…NINGUÉM!!!
A partir daí, começa a subida. E é uma boa subida! Mas, não considero de difícil nível, mas sim mediano. Nós seguimos a fiação elétrica por todo o tempo, como o Tony da pousada nos orientou e perguntávamos aos locais se estávamos no percurso. Não há sinalização nessa trilha para onde fica a direção da Gruta. Em um momento nos informaram que o parada final é uma propriedade com um portão, é para entrar e perguntar pelo Sr. Almir. Um gentil senhor que nos guiou até a descida da Gruta. É necessário levar lanterna!!! Não esqueçam disso.
Como não havia outros turistas no momento, o Sr. Almir desceu conosco. Num primeiro momento, assusta descer por uma escada de madeira e ainda ter que se rastejar por dentro da gruta para se ter uma melhor visão. Em dia de maré baixa e sol, tudo fica mais lindo, por conta do reflexo na água.
Para refrescar, ao voltarmos, tomamos uma ducha que fica disponível para os visitantes. Água para beber, me informaram que lá vendiam, mas ainda bem que ainda tinha na mochila, porque no dia eles não tinham estoque. É bom não contar com isso. A entrada eles cobram o valor de R$10. O Sr. Almir explica que é cobrado para fazer a manutenção, retirada de bichos etc. Achei justo.
T6 – Praia Longa
No meu terceiro e último dia em Ilha Grande, fomos para a Praia Longa. Pouco falada e conhecida pelos turistas. A trilha é a mesma da lagoa verde, mas talvez caminhando mais uns 30 minutos. Pegamos muita lama no meio do caminho. O terreno estava bem escorregadio e tiveram partes que foi uma dificuldade para descer. Chegamos lá e, pra manter o clima da viagem, não encontramos turistas. É muito interessante seguir um caminho bem diferente da rota tradicional. Não havia nada no local para vender, então tem que levar o seu lanche/bebida. Ficamos ali, olhando para o nada, pensando na vida e simplesmente curtindo o silêncio.


Deixe um comentário