Lima

A cidade que quase nunca chove, com a sua temperatura amena, um trânsito caótico (os peruanos são péssimos motoristas e adoram buzinar) e de uma beleza e gastronomia extremamente interessante. Foram 3 dias/2 noites na capital. Considero um bom tempo para conhecer e sem correria.

1º dia – chegada a Lima. Fiquei em um apartamento em Miraflores, pelo Airbnb. Foi ótimo: preço, localização, além dos anfitriões (Lemuel e Jorge). São apreciadores de uma boa gastronomia e cultura, então foi muito fácil seguir as indicações dele.

Após chegada no apê e banho, fui tomar um bom café da Manhã em El Pan de la Chola. Adorei a proposta do local, com seus variados tipos de pães, onde você também vê o preparo, e faz o seu pedido no balcão. Wi-fi, um bom atendimento e saboroso sanduíche. A partir dali fui caminhar pelo Malecón. A vista do pacífico é linda! E toda a orla há trechos que pedem a parada para fotos, como o farol, o salto de parapente e el parque del amor, onde fica a escultura do artista plástico Victor Delfin.

2015-05-12 0 Lima - El Pan de la Chola
Delicioso sanduíche e o chá gelado
Malecón e a vista do Pacífico
Malecón e a vista do Pacífico
O farol e o visual dos parapentes
O farol e o visual dos parapentes
Plaza del amor
Plaza del amor

Fui caminhando até o shopping Larcomar, onde parei para tomar uma café a apreciar o visual do pacífico. O shopping é aberto e com uma arquitetura bem interessante. Vale a pena dar uma passada lá, comer algo ou simplesmente tomar uma café e apreciar o dia. A minha proposta de viagem não envolvia nada com consumo de roupas, mas quem gosta, há lojas de marcas.

Shopping Larcomar
Shopping Larcomar

Depois dessa manhã / tarde de caminhada, voltei para o apartamento para aguardar o carro do tour gastronômico, The Lima Gourmet Company . Gostei do atendimento desde o contato por e-mail. Eles são super profissionais e há grupos em inglês como em espanhol. Pontualidade e um serviço de primeira qualidade. O custo do tour noturno foi de USD135.

Como costumo viajar sozinha, achei interessante e conveniente fazer parte de um grupo que corre alguns restaurantes da cidade apreciando a boa gastronomia. A primeira parada foi no Cala, restaurante bem famoso que fica de frente para o mar. Ali foi o nosso esquenta: beber pisco sour. O drink lembra muito a nossa caipirinha, porém ainda mais forte. Do Cala, seguimos para o restaurante Amaz, o que para mim foi a comida mais incrível que eu experimentei no Peru. O Amaz serve pratos típicos da Amazônia e toda a decoração do restaurante remete à região. Lindíssimo. Um lugar que vale visitar!

Restaurante Amaz e as comidas típicas
Restaurante Amaz e as comidas típicas

Do Amaz ainda seguimos para o restaurante Huaca Pucclana, bem famoso e badalado. Também gostei muito da comida e com o visual incrível da Huaca Pucclana, ponto turístico em Lima.

No terceiro restaurante eu já estava super satisfeita com a comida e bebida. São poucas porções de muita coisa e, claro, que quis experimentar tudo. Ao final da noite, para encerrar, fomos ainda comer a sobremesa em um restaurante super fofo, que não me recordo o nome, no barranco (bairro descolado, artístico e boêmio de Lima). O doce de lúcuma (fruta local) é de um sabor tão diferente que eu fiquei minutos tentando comparar com alguma outra fruta conhecida do meu paladar. Foi difícil…

Restaurante Huaca Pucclana
Restaurante Huaca Pucclana
Doce de Lúcuma
Doce de Lúcuma

2º dia – O meu anfitrião, o Lemuel, se ofereceu em fazer um tour comigo, já que ele estava pensando em criar um serviço de walking tour para os turistas. Que sorte a minha! Caminhamos por Miraflores e Barranco e eu ouvindo muito sobre as características locais. Sintonia total! Para o Café da Manhã, paramos no Almacén de la Matilda. O lugarzinho pequenino, mas com a proposta de vender e servir alimentos orgânicos. Uma graça e uma delícia a comida. Depois de um gostoso café, me deparo com a mensagem em uma das paredes do local que é a minha cara, o meu jeito de ser e o que me torna feliz.

Viajando

De lá seguimos para o Barranco. Fui conhecer a famosa loja de decoração e artesanato – Dédalo. O que tem de lindo, tem de caro. Mas, vale a visita. Muita coisa interessante e de extremo bom gosto. Tem um jardim no fundo da loja onde você pode tomar um café, se quiser. Eu só tirei foto mesmo.

Quase ao lado dessa loja, existe uma outra de móveis, a Don Bosco Artisans. Não dá para comprar nada. Mas, fiquei enlouquecida com os móveis e o trabalho. É um casarão antigo e não fica vendedor perturbando. Para quem gosta de decoração, vale dar uma passadinha.

O MATE (Galeria Mario Testino) foi indicação do Lemuel. O peruano é um dos mais importantes fotógrafos de famosos da atualidade. Eu gostei da visita e de conhecer um pouco do trabalho dele. Talvez tenha ficado ali dentro em torno de 1h. Há a venda de ingressos combo para o Museu Pedro de Osma e o MATE. Segundo Lemuel, o MATE é o que valeria a pena e como eu ainda visitaria o Museu Larco… dá-lhe paciência para ficar o dia inteiro nisso.

Não deixem de parar no restaurante Canta Rana, no Barranco. É um local tradicionalíssimo e a cerveja lá é bem gelada. Comi o tradicional ceviche, além dos aperitivos, como o feijão branco e o milho. São uma delícia!!!!

Para os fãs do futebol
Para os fãs do futebol
Milho e feijão branco temperado
Milho e feijão branco temperado

Do barranco peguei um táxi e fui conhecer o Museu Larco. Se for para escolher algum museu na cidade, recomendo esse. Não fui com guia e também não senti necessidade. Tudo é muito explicado e bem orientado. O museu acabou sendo o meu primeiro contato com informações que mais tarde iriam agregar e muito à trilha Inca. Não esqueçam de visitar a sala erótica, ela fica no anexo ao lado do café do museu. Foi bem interessante ver na arte as questões sexuais da época. Uma civilização bem avançada, se comparada até mesmo aos dias atuais!

Finalizando o dia, do museu fui para o circuito mágico das águas. Bonito, legal, mas não é daqueles programas imperdíveis. Fiquei lá sentada, assistindo o pôr do sol e contemplando a música e a iluminação do parque. Custou 4 soles para entrar. Preço justo!

O dia encerrando
O dia encerrando

2015-05-13 18.21.11 Magic Water Circuit 2015-05-13 18.29.11 Magic Water Circuit

3º dia – Achei que fosse fechar Lima com chave de ouro. Reservei um Walking Tour com a Sara, recomendação no tripadvisor, e que parecia ser muito boa. Mas, não foi para mim. Deixei o centro histórico para fazer com ela no walking tour, mas o que eu gostei mesmo ou era com visita guiada do próprio local ou nem precisava dela.

Casa de Aliaga – nem perca o seu tempo e dinheiro, afinal são US$10. E foi o dinheiro mais mal pago da viagem.

Troca de Guardas no Palácio do Governo – esse é de graça e acontece todo dia Às 12h. Se tiver por ali, pare para assistir, é rápido. Dura cerca de 20min.

La casa de la gastronomia peruana – tão sem graça que não perdi nem 30min ali dentro.

Academia de la lengua peruana – não há nada para ser visto, a não ser o fato que subi ao telhado para ter uma visão da cidade. Tudo muito velho e abandonado.

Monastério e Catacumbas de São Francisco – esse sim vale a pena ir. Achei bem interessante o tour, com uma história envolvente, e as visitas são guiadas (então não necessitei da Sara ali) e com duração de 45min. Uma pena não poder tirar fotos lá dentro. O registro fica somente na memória.

Ao final, desisti de visitar a Catedral e continuar no centro Histórico. Fui para Huaca Pucclana. A visita é também guiada e vale a pena a visita! A história é bem interessante e com certeza foi uma ótima troca.

Como já estava em Miraflores, segui para a Praça Kennedy (a praça dos gatos) e parei em algumas lojas, como uma bem pequenina que vende chocotejas da marca Llampayec. Custa S/1,50 cada e tem a caixa com 6 unidades. Ao invés de entrarem no choco Museu como todos os turistas, indico comprar chocolate lá. No caso, eu mais comi que presenteei. E me arrependi de não ter comprado mais, pois não encontrei em lugar algum do Peru!

Percebi que a Sara ficou bem perdida no que fazer, já que eu já tinha caminhado e feito coisas interessantes nos dias anteriores em Lima. A Sara me pediu para escrever no tripadvisor, se tivesse gostado. E, que caso não tivesse, não escrevesse nada. Lá eu não escrevi, mas aqui sim. Podem dispensar essa opção.

Voltei à noite ao apartamento para pegar a minha mochila. O próximo destino era Huaraz.

 

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