Por onde começar

Antes de começar a montar um novo roteiro de viagem, você já se perguntou quem é você e o quê gosta de fazer? Não adianta definir o próximo destino pelo modismo ou porque muito se ouviu falar do lugar, se isso não combina com o seu estilo.

Há viagens para aventureiros solitários, com amigos, para a família com crianças, com idosos… E por mais simples que possa parecer a pergunta, a resposta nem sempre está na ponta da língua. Por que eu quero conhecer esse lugar? O que eu vou fazer lá?

Pesquisar, ler sobre opções de lugares e quanto vai custar são os primeiros pontos a se pensar para a sua viagem não se transformar em frustração. Eu adoro fazer os meus primeiros rabiscos num caderno, construir o sonho dali, vendo os lugares, se será algo mais urbano ou de natureza, comparar os preços de passagens, e ler muitos blogs. Eu adoro ler relatos de pessoas que, assim como eu, gostam de viver o desconhecido e contar isso de forma não-comercial. Salvo como favoritos, anoto os destinos e aí começo a aplicar numa planilha de excel.

Sempre penso nessa construção como um quebra-cabeça. No início você vai organizando as peças e de repente começa a montar partes e aos poucos enxergar aquela viagem num plano total.

Alguns lugares já estão na minha lista de desejos. Acabo priorizando e respeitando essa lista. São sonhos sendo construídos gradativamente por algum motivo; um livro, um filme, um artigo na internet, um amigo viajante que conheci em algum lugar desse mundo (adoro seguir esses conselhos porque eu realmente acredito que conhecemos pessoas por algum motivo).

E não gosto de deixar algo parado na wishlist por muito tempo.

Mas, embora seja altamente organizada, não consigo planejar uma viagem com mais de 6 meses de antecedência. Eu consigo me organizar em curto tempo porque independente de ter uma programação ou não de viagem, existe um caixa reserva destinada a ela todo mês. E esse dinheiro não pode ser redirecionado para alguma despesa tola. A partir do momento que eu compro a passagem, todos os outros movimentos de hospedagem e roteiro começam a ser arquitetados em sequência.

Pela facilidade em organizar as minhas férias e não ter filhos, priorizo viagens em estações amenas: abril/maio ou setembro/outubro. Alta temporada sempre eleva os preços e o custo total, sem contar que é sempre muito mais cheio. Nesses períodos encontramos valores mais interessantes, seja na passagem ou na hospedagem.

A minha viagem começa no momento em que eu decido viajar. Mãos à obra, porque o mundo te espera!

“…A vontade de viajar me parece uma característica humana: o desejo de se mover, de satisfazer a curiosidade ou de lidar com os medos, de mudar uma circunstância de vida, de ser um estranho, de fazer amigos, de experimentar um exótico lugar, de arriscar ao desconhecido…” (Paul Theroux, escritor americano)

 

 

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